22 de fevereiro de 2018

Sofrido, como quase sempre, mas missão cumprida


Não. O título do post não se refere a MAIS UM título mundial do Grêmio. Títulos se ganha e se perde. Quanto maior o clube, maior a possibilidade de vitória.Três grandes títulos e um vice campeonato mundial em menos de 15 meses. É pouco? É ruim? Será que o Real Madrid ou o Barcelona já conseguiram este feito? A verdade é que isto é para poucos.
Eu temia pelo jogo de hoje. O time do Grêmio voltou de férias há 34 dias. Isto é que deveria ser o tempo da pré-temporada. Mas neste período já teve de jogar um campeonato chinelo e as finais da Recopa.
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O jogo começou em alta rotação e Everton aos 8 minutos e Alisson aos 10 perderam gols.
Após os 20 minutos o time arrefeceu um pouco mas mesmo assim teve algumas chances. Luan, sozinho na cara do goleiro, chutou para fora no gol mais feito do primeiro tempo.
Os argentinos batiam como sempre e o juiz deixava rolar dando amarelo de vez em quando. No final do primeiro tempo Luan sofreu uma agressão e o juiz só expulsou porque alguém mandou ele olhar o VAR. Aí não teve jeito.
O segundo tempo começou mais calmo, mas Everton já deu um bom chute aos 2 minutos.
Everton perdeu um gol feito de novo aos 8 minutos.
Alisson quase fez aos 18 minutos.
Jael deu uma bomba para grande defesa aos 23 minutos.
E deu um traque para fora aos 35 minutos.
E o jogo terminou assim.

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Jael chutou para fora aos 3 minutos da prorrogação.
E cabeceou no travessão aos 6 minutos.
E o juiz não deu um pênalti claríssimo no Jael aos 10 minutos. E desta vez ninguém mandou usar o tal de VAR.

E foi para o segundo tempo da prorrogação.
E Jael bateu uma falta que o goleiro salvou de novo.
E Jael e Maicossuel quase fizeram aos 5 mi nutos. E Geromel deixou passar a cruzada na sequência.
E os caras perderam um gol feito aos 9 minutos. A única chance no jogo.
E Cícero bateu em cima da zaga da marca do pênalti.
E Maicossuel errou outro aos 14 minutos. O goleiro fez mais uma defesa.
E o jogo foi para os pênaltis.

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Maicon: 1 x 0
Cícero: 2 x 1
Jael: 3 x 2
Everton: 4 x 3
Luan: 5 x 4
E grohe fez!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Foi mais do que merecido.

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Quem jogou: Grohe, Leo Moura (Paulo Miranda), Geromel, Kannemann e Cortez (Lima na prorrogação); Jailson (Jael) e Maicon; Alisson (Maicossuel), Luan, Cícero e Everton.

Todos lutaram muito, mas é visível ainda a falta de ritmo de jogo. E de preparo físico. E de um centro-avante especialmente. Brocador está chegando. Que faça os gols que fez em outros times.
Mas é mais visível ainda que este é um grupo VENCEDOR. Um grupo que poderá perder campeonatos, mas venderá muito caro cada derrota.

E por isto mais um título está sendo comemorado lá fora. Comemora torcedor. A noite é nossa. O ano é nosso. A década é nossa.

E uma palavra final sobre Renato. Renato pode fazer o que quiser, quando quiser. Será sempre o maior ídolo deste clube. Um iluminado que merece toda a adoração que lhe for devotada.
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Mas eu falei que o título do post não é dedicado ao Grêmio. O título se refere ao blog. Dia 14 de agosto de 2005, quando o tricolor sofria na série B do brasileiro iniciamos, despretenciosamente, a escrever sobre nossa paixão. Surgiu da vontade de trocar ideias e ajudar, de alguma forma, o Grêmio a voltar aos trilhos.
A história todos sabem.
Por incrível que pareça, o blog começou a definhar quando acabou a longa espera. A paixão que nos unia se transformou em enfado. As discussões passaram a ter mais ranço e ódio do que busca de objetivos comuns. A vitória, ao invés de acalmar e confortar, criou gulosos que não aceitam o menor problema. Gauchão, este campeonato viciado, virou motivo de ásperas brigas entre torcedores. O jogador que deu um título ontem é o pereba de hoje ao menor erro.
Consequência é a falta de vontade total de escrever e comentar sobre o dia a dia. Este ano as postagens quase que se resumiram ao pós jogo. E os comentários a lamúrias e imprecações. O saco, literalmente, murchou. O meu e de todos os blogueiros.
Arigatô saiu e decidimos que não cabe a volta dele ao blog. Qualquer comentário que eventualmente fizesse poderia ser entendido como posicionamento político. Então deu.
Missão cumprida.
O blog não será fechado porque, modestia à parte, muito da história recente, e algumas coisas antigas como os posts sobre a Calçada da Fama, estão documentadas aqui. Mas ficará congelado.
Por quanto tempo? Deus e o diabo sabem. E só eles.
Poderá ser para sempre. Poderá ser até que sintamos que o Grêmio precise da nossa ajuda. E, sinceramente, espero que não precise. E, portanto, que seja para sempre.
Obrigado a todos que acompanharam até aqui, especialmente para os que sempre tiveram uma posição crítica mas construtiva. Aos outros espero que encontrem outro lugar para descarregarem as frustrações.
Era isto e

VIVA O GRÊMIO!

17 de fevereiro de 2018

Daniel Matador - Veranópolis x Grêmio

Veranópolis 2 x 1 Grêmio


Thonny Anderson marcou o gol tricolor em Veranópolis.

Caros

Depois da atuação em Avellaneda contra o Independiente pela Recopa Sul-Americana, o tricolor mandou uma equipe alternativa para o interior do Estado para atuar pelo ruralito. O jogo era em Veranópolis, contra a equipe homônima do técnico Julinho Camargo. Paulo Victor foi o goleiro, em substituição ao azarado Bruno Grassi, que vinha atuando e ficou no banco. Nas laterais, Léo Gomes e o retorno de Marcelo Oliveira. A dupla de zaga contou com Paulo Miranda e Bressan. Michel e Ramiro faziam as funções mais defensivas do meio de campo, com Thaciano, Lima, Alisson e Thonny Anderson completando o time.

1º Tempo: Veranópolis 1 x 0 Grêmio

Eram 20 SEGUNDOS de jogo e o VEC já se assanhava no ataque, cruzando uma bola pela direita que não encontrou ninguém para escorá-la em direção ao gol. Aos 9, belíssimo lançamento de Michel de muito longe para Thonny Anderson, que dominou e chutou, mas o goleiro defendeu para escanteio. Aos 13, Lima passou para Alisson, que limpou e chutou, com a bola passando muito perto do travessão. Aos 18, Ramiro roubou uma bola da defesa que sobrou para Lima, que avançou área adentro e foi calçado. ÓBVIO que o árbitro Jean Pierre nada marcou. Aos 26, bom cruzamento rasteiro de Léo Gomes, que o arqueiro pentacolor aparou.

Aos 27, em uma saída errada de bola da defesa, Felipe Mattioni pegou o rebote e emendou um PETARDO indefensável no ângulo de Paulo Victor, abrindo o placar. Aos 30, Michel deu passe de sinuca lançando Léo Gomes, que cruzou e Thonny Anderson cabeceou para defesa do goleiro. Aos 32, chegada perigosa do VEC pela direita, com Paulo Miranda desviando para escanteio. O jogo até teve uma certa movimentação depois disso, mas sem maiores chances de lado a lado. E o apitador encerrou aos 45 em ponto, sem nem um acréscimo.





2º Tempo: Veranópolis 1 x 1 Grêmio

O time voltou com Vico no lugar de Thaciano. Aos 7, o próprio Vico passou para Thonny Anderson, que girou sobre a marcação e chutou cruzado para empatar o jogo!


Só que, aos 12, em cobrança de falta, Bertotto desviou de cabeça e Paulo Victor, num primeiro momento, bateu roupa e a bola acabou quicando próximo à linha. Na dúvida, Jean Pierre marcou gol para o VEC. Aos 17, Lima saiu para a entrada de Maicosuel. A essa altura, o VEC já utilizava sua tática de botar o time todo na defesa para tentar garantir o resultado. Aos 27, Dionathã entrou no lugar de Thonny Anderson. O tricolor tocava a bola insistentemente, mas havia um ferrolho da defesa do adversário. Não teve sequer o que ser narrado, tão modorrento foi o desenrolar da partida. Aos 48, um chute de longe do Grêmio que o goleiro encaixou.





Como jogaram:

Paulo Victor: sem culpa no primeiro gol. Total responsabilidade no segundo. Nota 4
Léo Gomes: mais uma partida sem sal. É impressionante como ainda não conseguiu deslanchar depois de todo esse tempo de clube. Nota 4

Paulo Miranda: meio apático, mas não comprometeu. Nota 6
Bressan: parece que tem uma nuvem negra sobre sua cabeça. O gol do VEC originou-se em uma saída errada de bola dele. Nota 5
Marcelo Oliveira: voltou com a braçadeira de capitão. Falhou no segundo gol ao permitir a cabeceada de Bertotto. Nota 4
Michel: um dos melhores em campo. Inadmissível não jogar no time titular no lugar de Jaílson. Nota 7
Ramiro: foi escalado fora de onde costuma render mais. E aí não foi muito bem. Nota 5

Thaciano: parecia perdido em campo. Nem voltou do intervalo, com Vico entrando em seu lugar. Nota 3
Lima: bem fraco. Ou o time do Ceará, onde jogou ano passado, era muito fraco, o que fez com que de destacasse, ou voltou mascarado, porque não vem aproveitando as chances que recebe. Saiu para a entrada de Maicosuel. Nota 3
Alisson: movimentou-se bem no primeiro tempo, mas sumiu no segundo. Nota 5
Thonny Anderson: uma grata surpresa. Movimentou-se bem, abriu espaços, tocou e fez um gol em grande jogada. Nota 8

Vico: entrou no lugar de Thaciano. Deu outra cara ao ataque. Nota 7
Maicosuel: entrou no lugar de Lima. Parece estar totalmente sem ritmo. Nota 3
Dionathã: entrou no lugar de Thonny Anderson. Não fez nada de mais. Nota 4


Renato Portaluppi: botou uma escalação meio maluca, com o que havia disponível. Mas não conseguiu achar soluções para vencer a partida. Nota 5

Arbitragem: Jean Pierre Lima foi o apitador, auxiliado por Michael Stanisalu e Gustavo Marin Schier. Foi o mesmo que OPEROU o time contra o Cruzeiro, omitindo 3 pênaltis. Desta vez, afanou um no primeiro tempo. No segundo, validou o gol do VEC, mesmo havendo a dúvida se a bola havia entrado ou não. Ramiro levou um carrinho criminoso por trás e ele não expulsou o faltoso. Já garantiu seu lugar na GGL (Galeria dos Grandes Ladrões).

O time que entrou não tinha qualquer entrosamento, mas perder para o Veranópolis não tem condições. Mesmo com o árbitro roubando, o que parece já ter virado tradição. O fato é que, da forma como as coisas estão andando no ruralito, arrisca ser melhor ficar naquela zona intermediária de quem não vai se classificar só para poder se livrar o quanto antes dessa naba.

Saudações Imortais

15 de fevereiro de 2018

Daniel Matador - A Recopa dos Reis de Copa

Independiente 1 x 1 Grêmio


O jogo na Argentina foi pegado.

Caros

Os Reis de Copas reuniram-se na noite de Avellaneda para um embate pela supremacia da América. Pouco mais de dois meses depois de tornar-se o mandatário supremo do continente, o tricolor enfrentava o campeão da Copa Sul-Americana em busca de uma conquista que já adorna sua sala de troféus há tempos. Em 1996, no mítico Japão, o lendário time de Felipão goleava este mesmo Independiente e erguia a taça da Recopa Sul-Americana na terra do sol nascente.

Portaluppi pôs em campo a melhor escalação possível, dentro das opções disponíveis. A surpresa ficou por conta da escalação de Lima para iniciar a partida. Léo Moura assumiu a lateral por conta do desconforto físico sentido por Madson nos últimos dias. Cícero foi escalado mais recuado, com o aparente intuito de municiar o ataque. E assim desenrolou-se a primeira partida desta decisão entre dois dos maiores gigantes do futebol latino-americano.

1º tempo: Independiente 1 x 1 Grêmio

Os primeiros minutos, que costumam ser de estudo e cautela, foram relativamente movimentados, apesar de não ocorrer grandes chances de gol. Aos 11 minutos, o primeiro lance de perigo: Domingo chutou de fora da área e a bola passou muito perto da forquilha direita de Grohe. Aos 16, em cobrança de escanteio, Messa cabeceou e a bola foi no travessão! Aos 19, Benitez escorou um cruzamento da esquerda, mas a bola passou rasteira a poucos metros da trave. Até que, aos 21, Luan mostrou as razões de ser o Rei da América: roubou a bola na saída, passou por dois e chutou na saída do goleiro, abrindo o placar e calando a multidão presente no estádio Libertadores de América!


Aos 25, Gigliotti deu uma entrada criminosa em Kannemann e levou amarelo. Só que havia o recurso do vídeo e, após consulta a ele, o árbitro corretamente expulsou o jogador do Independiente. Aos 32, em cobrança de falta, a bola desviou em Cortez e o Independiente empatou. O árbitro começou a cair na pressão dos argentinos e iniciou um procedimento condenável de amarelar os jogadores gremistas sem motivo algum. E os minutos finais da primeira etapa tornaram-se nervosos por conta disso, com os times indo para o chuveiro com o placar igualado.






2º tempo: Independiente 0 x 0 Grêmio

Logo na saída de bola, Cícero tentou surpreender o goleiro com um chute direto, mas não adiantou. Mesmo com um a menos, o Independiente voltou com sangue nos olhos. Aos 7 minutos, Everton roubou a bola próximo à intermediária e avançou, lançando para Cícero, que chutou. A bola desviou na defesa e Luan tentou pegar o rebote, mas novamente o goleiro e os defensores conseguiram abafar. Aos 8 minutos, Lima saiu para a entrada de Alisson, o que acabou dando mais equilíbrio ao time, que passou a fazer frente às investidas do adversário. Aos 16, Alisson cruzou da direita e Everton quase consegue escorar para o gol.

Aos 23, Geromel cruzou e Cícero escorou. A bola ia entrando, mas o goleiro pegou pelo rabo. Aos 39, Everton saiu para a entrada de Maicosuel. Aos 44, Cícero saiu para a entrada de Jael. O Grêmio meteu uma pressão violenta ao final. No último lance, Léo Moura teve sua camisa quase ARRANCADA, mas o árbitro se fez de cego e encerrou o jogo para não se complicar.





Como jogaram:

Grohe: sem culpa no gol. Fez boas intervenções durante a partida. Nota 7
Léo Moura: não conseguia conter da melhor maneira as investidas por seu lado. Nota 4
Geromel: seguro como sempre, apesar de ter ficado abaixo de Kannemann hoje. Nota 7
Kannemann: Um monstro! Jogou uma enormidade e conseguiu a expulsão de Gigliotti. Nota 9
Cortez: mosqueou e acabou marcando um gol contra. Não conseguiu grandes avanços no ataque. Nota 5
Jaílson: até tem certa vontade, mas a falta de técnica não ajuda. Nota 5 (com boa vontade)
Maicon: mal no primeiro tempo. Continuou mal no segundo. Claramente sentindo a falta de ritmo. Nota 4
Cícero: começou bem, depois caiu um pouco de rendimento ao final da primeira etapa. Apático no segundo tempo. Saiu para a entrada de Jael. Nota 4
Luan: é craque e mostrou novamente ao fazer o gol que abriu o placar. Nota 8
Lima: foi totalmente nulo no primeiro tempo. Sentiu o clima do jogo e saiu aos 8 do segundo tempo para a entrada de Alisson. Nota 2
Everton: tentou um ou outro lance, mas sem sucesso. Saiu para a entrada de Maicosuel. Nota 4

Alisson: entrou no lugar de Lima e deu novo ritmo ao time. Nota 6
Maicosuel: entrou no lugar de Everton, na finaleira. Sem nota
Jael: entrou no lugar de Cícero, na finaleira. Sem nota

Renato Portaluppi: tentou Lima no início, tendo que corrigir a escalação depois. Vai ter que rever algumas situações no jogo da volta. Nota 6

Arbitragem: o trio de arbitragem era equatoriano, formado pelo apitador Roddy Zambrano, auxiliado por Byron Romero e Christian Lescano. O árbitro acertou ao expulsar Gigliotti pelo VAR, mas a partir daí mostrou que era fraco e cagão. Amarelou meio time gremista, com o claro intuito de tentar compensar. Errou muito e provou que é muito fraco.

O time, nitidamente, carece de embocadura. Ressalte-se que este foi apenas o terceiro jogo do ano com a escalação titular. Somando tudo à pressão da disputa por um título em plena Argentina, um empate foi resultado razoável. Na Arena o tricolor terá que fazer valer sua superioridade e seu melhor futebol. Dá para erguer mais esta taça.

Saudações Imortais

12 de fevereiro de 2018

A era da encheção

Ain... Ain... Ain...
Ain alguma coisa. É a torcida do Rei de Copas e do Tri da Libertadores se manifestando.
Antes era a ansiedade e tristeza pelos 15 anos sem título.
Agora é o que?
Direção manteve todos, atenção aí arigó, MANTEVE TODOS os jogadores de ponta do elenco e trouxe peças de reposição.
Mas não adianta. E ain... pra  cá. É ain... prá lá.
Tem torcedor chato pra caralho. Tem sim.
E com as redes sociais esta arigozada se acha no direito de encher o saco dos outros.
Que tal carpir um lote se não tem nada importante para fazer?

7 de fevereiro de 2018

O desonesto ou incompetente até que tentou, mas deu Grêmio

Grêmio 2 x 1 Brasil - PE

Primeiro tempo: 0 x 1


Renato mandou de novo o time sem o centro-avante de ofício para o campo. Cícero entrou de falso nove.
E antes do jogo no twitter:

Everton recebeu um grande lançamento de Leo Moura mas não dominou e perdeu na cara do goleiro aos 3:50 minutos.
Depois do primeiro lance agudo o jogo ficou chocho e nada acontecia. Muita troca de passe lateral mas nenhuma jogada aguda.
Aos 17 minutos pênalti para o Grêmio, mas adivinhem...
Marcelo Grohe, que só tinha coçado o saco até os 39 minutos, salvou um gol. No escanteio o atacante chutou no travessão e a bola entrou . 0 x 1.
E entre faltas não marcadas e enrolação, terminou o primeiro tempo.
Charmoso campeonato de juízes ladrões contra um único time.
.....

Segundo tempo: 2 x 0 


Aos 7 minutos, Alisson que havia entrado deu um chute forte de fora da área e o goleiro engoliu um frango. Empate merecido.
O time voltou mais ligado e começou a botar pressão forte.
Aos 18 minutos Luan fez o segundo. Grande jogada de Everton, cruzou na área e Luan recebeu e mandou para dentro do gol.
Aos 20 minutos um susto, mas a bola passou raspando a trave de Grohe.
Kannemann quase fez o terceiro em cobrança de falta. Cabeceou rente à trave.
Everton quase fez o terceiro aos 23. Pegou de sem pulo cruzada da direita mas a bola foi por cima.
Aos 36 minutos um lançamento espetacular para Alisson e o bandeirinha ordinário deu impedimento. Ridículo! Seria o terceiro gol.
E foi isto.

.....

A descrição e avaliação do jogo ficaram bem comprometidas porque um olho estava na partida e outro resolvendo o problema do cartão de crédito.
Por isto pedimos desculpas aos leitores pela meia sola apresentada.
Importante é que o time voltou a mostrar poder de reação e fez a vitória.
Foi nítido também o desgaste após os 25 minutos do segundo tempo.
Agora é o primeiro jogo da Recopa. Importante que o time recupere um pouco mais do fôlego nesta semana que falta.



Como jogaram:


Grohe: No primeiro tempo coçou o saco até salvar um gol e levar outro, sem culpa, na sequência. Algumas boas defesas no segundo tempo. Nota 7 
Madson:
 Discreto. Saiu no intervaloNota 5
Geromel: Desatento no gol da filial do Binter. De resto, Geromel. Nota 7
Kannemann:
 Kannemann é Kannemann
Nota 8

Cortêz: Passes errados e pouca inspiraçãoNota 5
Jailson: Bem atrás e fraco na frente. Saiu no intervaloNota 4
Maicon:
 Aos poucos está readquirindo a forma física. Dá estatura e personalidade ao timeNota 7
Leo Moura: Mal na meia e bem na deleNota 7
Luan: Um primeiro tempo fraco e um segundo tempo melhor como todo o time
Nota 7
Cícero:  Nitidamente não pode jogar de centro-avante. Melhorou muito no segundo tempo. Nota 6
Everton: Está iniciando a temporada como se não tivesse parado. Muito boa partida de novo. O melhor do time. Nota 9
.....

Alisson (Jaílson):
 Melhor partida dele com a camisa do Grêmio até agora
Nota 8

Jael (Madson): Luta muito. Deixou o time mais agudo. Mas não foi hoje ainda o gol. Nota 6
Michel (Maicon): Entrou com pouco tempo. sem Nota

Renato Portaluppi: É iinteligente e deve ter visto que tem de começar o jogo na Argentina com o time do segundo tempoNota 7

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Arbitragem: 
 Anderson Farias - Sonegou um pênalti escandaloso no primeiro tempo. No segundo tempo marcaram impedimento no que seria o terceiro gol. Fora os erros menores. Ridículo! Tendencioso. Seria ele incompetente ou desonesto? Nota zero





6 de fevereiro de 2018

Ruralito, Recopa e o Fiat 157 usado


Olha que está difícil sentar e escrever sobre o Grêmio e sobre futebol este ano.
O jogo de sábado já foi bem descrito pelo Matador e pelo Milton. Primeiro tempo que poderia ser 2 ou 3 x 0 e um pênalti mandrake no início do segundo. Foi pênalti? Até acho que foi. Mas daqueles que o juiz só dá se está afim de sacanear o time que faz. Este tipo de lance tem em praticamente todos os escanteios. Fica aquele agarra-agarra e, invariavelmente o atacante se atira no chão enquanto o juiz manda seguir.
Mas sábado não era um juiz qualquer. Era o Jean Pierre. Aquele careca que, dizem, odeia duas coisas. Uma seria algo que está no íntimo de cada um e não deve ser recriminado por ninguém. A outra seria o Grêmio. Está lá escrito no twitter, por um cara que teria trabalhado com ele na prefeitura de Pelotas. Enfim...
Depois teve o pênalti escandaloso no Everton e, claro, neste ele estava menos atento. Normal, sabem como é: início de temporada, pernas travadas, reflexos ainda atrasados...
Eu tenho pensado se não valeria a pena por o time da transição para o resto do campeonato. Se não classificar, quem perderia mais? O Grêmio ou o campeonato (leia-se federação e seus queridjinhos)? Se fosse rebaixado quem choraria mais? A torcida gremista ou os 35 % restantes do estado que torcem para os outros times todos?
Já imaginaram a glória de um ruralito inteiro sem o tricolor? Já imaginaram que isto poderia levar à moralização desta nojeira aí?
Eu até iria na opção rebaixamento. E vocês?
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Faltam 8 dias para o primeiro jogo da Recopa. Está aí outra sacanagem. A Recopa geralmente ocorre nos meses mais avançados do ano. Este ano é na largada. O Grêmio ainda travado. O Independiente vem jogando normalmente pois não há férias na Argentina neste período.
Penso que só muita dedicação e vontade dos jogadores pode nos dar este título.
E claro, desde que o Renato acerte o time. Com Cícero na frente com certeza não vai dar. Se Jael puder jogar que seja ele. Se não der, tem de por o Luan de falso nove, função que já exerceu com sucesso outras vezes. Ah, e com Leonardo Moura na lateral e Cícero ou outro na meia. Pode ser o Lima. Leo Moura não rendeu na do Ramiro.
Assim e com foco pode ser.
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A propósito, os i$ento$ se revezam para criar crise no Grêmio, ajudados por justinos e, acreditem, por alguns blogs gremistas. Impressionante a falta de visão de certos torcedores e, vá la, "formadores de opinião" (sic).
Ontem um jornalista da Rebeesse, lá dos Estados Unidos tuitou que o Grêmio ganha títulos "apesar do planejamento e não por causa do planejamento". Tudo bem que ele é amiguinho de uns caras de certo grupo político da oposição e se proponha a fazer trabalho sujo para eles. Mas passar por este ridículo?
Vários outros falam e escrevem no "grande erro da direção em não trazer um centroavante." Quando se lê a matéria se descobrem que eles falam no alto preço dos procurados.
Então ficamos assim: eu tento comprar uma BMW, mas diante do alto preço compro um Fiat 157 usado, só para não "cometer erro".
Ou vocês queriam um Roger no Grêmio só para não dizer que não foi contratado ninguém?

5 de fevereiro de 2018

Avalanche Tricolor: vai dar samba!

Por Milton Jung


Grêmio 0x1 Cruzeiro
Gaúcho – Arena Grêmio

Gremio x Cruzeiro
Everton ganha chance no time titular (Foto LUCAS UEBEL/GrêmioFBPA)

Impressão minha ou o único chute no nosso gol foi no pênalti? Parece-me que sim. No primeiro tempo a única tentativa séria do adversário foi-se embora pela linha de fundo. O resto do jogo fomos nós tocando bola, trocando passes e posição, dando cavadinha, procurando o espaço livre, cabeceando no poste, para fora e para o lado, chutando de um lado e o goleiro deles despachando pelo outro.

O time titular do Grêmio – ou quase – esteve de volta aos gramados depois de uma curta pré-temporada. Retorno que se precipitou devido aos resultados abaixo das expectativas do time de transição. A vitória virou obrigação para uma equipe ainda com a perna presa pelos trabalhos de musculação e fora do tempo para dar o passe, acertar a passada e se deslocar. Sem direito à adaptação pagou caro diante do futebol apresentado. Merecia resultado melhor.

O DNA do futebol gremista que nos encantou e conquistou o tri da Libertadores em 2017, porém, apareceu em muitos momentos da partida, apesar do resultado negativo. Houve boas tentativas de deslocamento, passes colocando o colega mais próximo do gol, dribles capazes de limpar a jogada e pressão o tempo todo.

Renato ensaiou um time, testou mudanças de posição e deu chances a novos jogadores. Sabe que precisa de tempo para que os velhos conhecidos voltem a atuar com harmonia e muito mais tempo para que os recém-chegados se encontrem dentro de campo. Precisa também da volta de Artur, que se transformou no maestro desta equipe com a posse de bola segura e a armação de jogo precisa.

Quarta-feira, o Grêmio volta a campo em busca da primeira vitória no Campeonato Gaúcho, novamente na Arena. Não tem como garantir que os pênaltis a seu favor sejam marcados – o do jogo de hoje não foi -, mas vai se esforçar para não depender deles.

Sabe que os três pontos o aproximará da zona de classificação e colocarão as coisas no seu devido lugar. Serão importantes, também, na preparação para a primeira decisão do ano: a Recopa, que começa a ser disputada na semana seguinte. Sim, o Grêmio mal começa o ano e já tem título a disputar. E pelo que assisti hoje, mesmo com a falta de gols e a derrota, acredito que na final contra os argentinos, vai dar samba! 

3 de fevereiro de 2018

Daniel Matador - O ruralito segue igual

Grêmio 0 x 1 Cruzeiro

Time titular fez sua primeira partida no ano.

Caros

Só mesmo no ruralito "organizado" pela infame Federação Gaúcha de Futebol para que os atuais Tricampeões da América tenham que estrear num sábado de feriadão, às 21h30min. Qualquer um sabe que o público seria pequeno por conta disso. Ainda assim, quase 14 mil almas compareceram, o que pode ser considerado um bom público, considerando todos os revezes. Renato levou a campo a escalação que provavelmente seja aquela que vá enfrentar o Independiente na Recopa Sul-Americana.

Ramiro, que cumpre suspensão nesta competição, foi sacado para a entrada de Léo Moura ocupando aquele espaço, com Cícero sendo escalado na ponta de ataque. Outra grande volta a ser saudada foi a do ex-capitão Maicon, após muito tempo recuperando-se de lesão. Arthur já trabalha com bola, mas ainda aguarda maior condicionamento, enquanto Madson foi mantido na lateral-direita, dando a entender que tende a ocupar esta posição como titular.

1º tempo: Grêmio 0 x 0 Cruzeiro

Logo aos 2 minutos, escanteio para o Grêmio. Luan cobrou, Kannemann cabeceou e a bola explodiu na trave direita do arqueiro do Cruzeirinho! Aos 6 minutos, Everton roubou a bola, driblou o último marcador e disparou em direção ao gol, mas aí a falta de ritmo cobrou seu preço e os marcadores recuperaram o espaço. Aos 9, Luan recebeu de Léo Moura e chutou de primeira para a intervenção do goleiro. Aos 19, após lançamento primoroso de Cícero, Everton deu um toquinho DESMORALIZANTE por cima dos marcadores e a bola sobrou para Luan, que emendou um PETARDO e o goleiro fez milagre!

Aos 21, Luan sofreu falta criminosa. Ele mesmo cobrou de longe e a bola passou perto. Aos 29, Léo Moura lançou Luan pela direita, que cruzou na medida para Cícero, mas ele não conseguiu cabecear com qualidade. Aos 35, bom cruzamento de Léo Moura, que Everton dominou, mas chutou por cima. Aos 36, após um escanteio para o Cruzeiro, bate e rebate na área e a bola sobra para João Guilherme, que emenda na trave. O destaque da primeira etapa foi o árbitro Jean Pierre, que permitiu a abertura do açougue. Os jogadores do Cruzeiro não perdiam viagem e batiam à vontade, com a total conivência da arbitragem.





2º tempo: Grêmio 0 x 1 Cruzeiro

Ambas as equipes voltaram do intervalo sem alterações. Aos 2 minutos, a arbitragem marcou pênalti de Madson em cima do jogador do Cruzeiro após cobrança de escanteio. Kayron cobrou e abriu o placar. Aos 7 minutos, Everton fez jogada sensacional, livrou-se de três marcadores, invadiu a área, cortou novamente e chutou cruzado.  A bola bateu no peito de Cícero e foi para fora. Aos 9, Madson saiu para a entrada de Jael. Aos 16, pênalti ESCANDALOSO para o Grêmio e o árbitro marcou ESCANTEIO!!!

Aos 23, Maicon saiu para a entrada de Alisson. Um minuto depois, jogadaça de Jael, que serviu Jaílson, que por pouco não marcou. Aos 29, o goleiro David fez mais um milagre num chute de Geromel dentro da área. Aos 33, saída de Cícero para a entrada de Lima. E até o final do jogo só aconteceu uma coisa: o Grêmio pressionando, o Cruzeiro metendo o time todo na defesa e o árbitro amorcegando o jogo. Tanto que TRÊS pênaltis não foram marcados a favor. E terminou assim essa naba.





Como jogaram:

Grohe: praticamente assistiu o jogo todo, pois o Cruzeiro não criou nada. Quase defendeu o pênalti. Nota 6
Madson: tem tido dificuldades em adaptar-se a um estilo de jogo superior ao clube onde estava. Já é o segundo pênalti que faz para o adversário na Arena. Saiu para a entrada de Jael. Nota 3
Geromel: bem como sempre. Quase fez um gol. Nota 7
Kannemann: quase abriu o placar no início do jogo. Firme na defesa. Nota 7
Cortez: um pouco mais tímido do que de costume. Nota 6
Maicon: voltou envergando a braçadeira de capitão e surpreendeu pela qualidade, principalmente considerando o tempo parado por lesão. Saiu para a entrada de Alisson. Nota 7
Jaílson: fez a volância de forma regular. Nota 6
Luan: continua o mesmo craque que foi eleito o melhor jogador da América em 2017. Cansou no segundo tempo. Nota 7
Léo Moura: ajudou bastante no primeiro tempo, mas a parceria com Madson não colaborou. Passou para a lateral no segundo tempo. Nota 6
Everton: muita velocidade e vitória pessoal sobre os adversários. Ainda carece de ritmo, mas tem tudo para fazer uma grande temporada. Nota 7
Cícero: contribuiu demais para o time. Pode ter sido uma grande contratação para este ano, principalmente por conta das grades competições que haverá pela frente. Nota 7

Jael: entrou no lugar de Madson. Muita movimentação, ajudou a aumentar o ritmo, mas só isso. Nota 5
Alisson: entrou no lugar de Maicon. Nada de muito especial. Nota 4
Lima: entrou no lugar de Cícero, na finaleira. Sem nota

Renato Portaluppi: mandou a campo um prenúncio do time que tende a jogar a Recopa. Nota 6

Arbitragem: o apitador foi Jean Pierre Gonçalves Lima, auxiliado por Jorge Eduardo Bernardi e Max Augusto Guimarães Vioni. O careca bombado deixou a porrada comer solta. Marcou um pênalti mandrake contra o Grêmio (daqueles que nenhum árbitro marca). Deixou de marcar outros três pênaltis claros a favor do tricolor. Ridículo e tendencioso, como são os árbitros do 9letto.

Foi o primeiro jogo do time titular na temporada. A boa movimentação do primeiro tempo e as estreias promissoras de Cícero e Maicon (que voltava de lesão) são auspiciosas. O Cruzeiro nada fez durante o jogo todo. Seu único lance foi o pênalti que Jean Pierre marcou. Resta ver como ficará esta formatação do time de Renato com uma sequência de partidas e a retomada do ritmo de jogo. O que interessa para o Grêmio, neste momento, é a Recopa.

Saudações Imortais

31 de janeiro de 2018

Voltando

Enfastiado com o TRI DA AMÉRICA, alô tu aí, faz menos de dois meses que o Grêmio, sim, o GRÊMIO, foi campeão da América, entrei em férias, viajei e olhei o futebol com apenas um olho. O outro estava ocupado com vinhos, cervejas, serra, mais serra, arborismo e tudo de bom que a vida oferece.
Vi o primeiro jogo do torneio do Novelhaco sem prestar atenção. Assisti quase embevecido o primeiro tempo do jogo com o Caxias, ao mesmo tempo que revi os velhos erros de arbitragem invariavelmente contra o Imortal. Só assisti os primeiros 30 minutos da derrota para o Avenida. E me irritei, mais uma vez e de novo, com a patifaria que é colocar jogadores profissionais jogar bola naquelapalhaçada que é o campo do São José. Ridículo, é o menos que pode se dizer sobre o assunto.
Talvez por tudo isto não estou nem um pouco preocupado com os resultados e com a chorumela de alguns poucos otários que caem na pilha de arigós sempre a postos para criar crises no tricolor.
Bom de ver que, desta vez pelo menos, a maior parte da torcida mostrou inteligência e não deu ouvidos e muito menos repercutiu.
Acompanhei o movimento das contratações e confesso que estou satisfeito. Dentro do possível está sendo reproduzido o que deu certo: o foco é jogador bom e que não inflaciona a folha. Madson é um bom lateral. Paulo Miranda é um grande zagueiro. Sim, arigó. Ele era considerado o melhor zagueiro da Liga Europa. Saiu de jogos a -3 oC e veio para jogos a 40 oC. E jogou com a zaga protegida apenas por um volante inexperiente. Quando vier a coceira no rabo para cornetear, seguindo a pauta dos i$ento$, lembra do Geromel. Aquele que tinha nome de remédio. A troca do Edilson pelos dois meninos se mostrará altamente vantajosa. Thaciano tem tudo para deslanchar. E agora se anuncia Maicosuel. E o uruguaio Gonzalo Carneiro é altamente promissor. Considerando os meninos que chegam com mais experiência, o grupo deu uma encorpada mesmo com a saída do Edilson, do Fernandinho e do Barrios.
Este ano poderá ter mais conquistas de alto nível. Não penso que a Recopa será fácil. Ao contrário, os jogos serão contra um time que não tirou férias enquanto os nossos jogadores estarão ainda com os músculos travados. Penso que os argentinos são favoritos.
O ruralito não me interessa. Aliás, eu continuaria com o time de transição. Dando uma reforçada no sistema defensivo, é claro.
O Arigatô saiu e parece que agora ficou restabelecida a verdade da saída dele. Não conversamos ainda sobre a volta dele para o blog. Espero que volte. Não tenho certeza.
Aliás, terei que conversar também o Matador, Pitica, Talita e Maurício sobre a volta DELES para o blog. Afinal, ressaca é para chefes não para operários.
Andamos discutindo algumas mudanças. Novo layout, uma plataforma no youtube, etc. Mas até isto está parado por conta do tri da América.
Estas coisas de ganhar um título importante por ano cansa demais. Vocês não acham?

28 de janeiro de 2018

Daniel Matador - Queimando o solado na grama de plástico

São José 2 x 0 Grêmio

O potreiro sintético do Passo D'Areia foi o lamentável palco do jogo deste domingo.

Caros

Mais uma vez o tricolor foi "premiado" com um jogo em um domingo escaldante no gramado sintético do Estádio Passo D'Areia. Só quem já jogou nessa naba para saber o quanto é ruim atuar nesse tipo de piso. Principalmente para um time que está acostumado com o gramado quase perfeito da Arena. E, coincidentemente, só o Grêmio é "sorteado" para jogar durante o dia nessa engronha.


O técnico César Bueno fez algumas alterações em relação ao time de transição que vinha atuando nas primeiras rodadas do ruralito. Bruno Grassi seguiu no gol. Madson se manteve na lateral direita, enquanto na esquerda Guilherme Guedes deu lugar a Léo Gomes. Na zaga, Paulo Miranda e Mendonça repetiram a dupla que vinha atuando. No meio para a frente, Balbino, Matheus Henrique, Lima, Pepê, Jean Pyerre e Alisson completaram o time.

1º Tempo: São José 0 x 0 Grêmio 

O gramado, se é que se pode chamar aquela grama plástica disso, já começou fazendo das suas e teve que ser molhado antes do jogo para dar uma atenuada na temperatura e não queimar as solas dos jogadores, como já aconteceu em um passado não tão distante assim. Aos 10 minutos, após boa trama, Léo Gomes recebeu e disparou o sapato, com a bola passando muito perto da trave direita do goleiro do Zequinha. Aos 19, perigosa cabeçada que quase abriu o placar para o tricolor. Aos 25, boa chegada com Pepê e Lima; Alisson recebeu e tentou chutar, mas acabou nem disparando a gol, tampouco cruzando.

Aos 27, Lima recebeu na área, dominou e deu um voleio, para boa defesa do arqueiro Fábio. Pouco mais de um minuto depois, após cobrança de escanteio, Grassi defendeu uma bola que ia em gol após toque de calcanhar. Na sequência, em contra-ataque, o goleiro Fábio saiu da área e Pepê chutou de longe, mas o zagueiro do Zequinha salvou com uma cabeçada. Aos 38, outra boa defesa de Grassi, que encaixou a bola após um chute de longe. Aos 40, mais uma interceptação do arqueiro gremista em um cruzamento forte pela direita. O calor foi escaldante durante o primeiro tempo, mas o apitador não fez a parada técnica para hidratação dos atletas. A várzea continua.





2º Tempo: São José 2 x 0 Grêmio 

O time de César Bueno voltou igual para a segunda etapa. E, em menos de 2 minutos, Pepê já fazia um arremate pela direita, sendo puxado pelo marcador e concluindo mesmo assim. O árbitro nada marcou e a bola foi para fora. Aos 10, chegada perigosa do Zequinha, rechaçada pela defesa tricolor. No minuto seguinte, chute de fora da área contra as metas do goleiro Fábio, com a bola passando rasteira e indo para fora. Nesse momento, iniciou-se um TORÓ na zona norte de Porto Alegre. Mas foi daquelas chuvas de verão que só serviram pra molhar bobo, pois parou em seguida.

Aos 18, Jean Pyerre saiu para a entrada de Isaque. Eram quase 19 minutos quando, num contra-ataque, Kelvin avançou área adentro e soltou um BAGO que explodiu no travessão. Aos 21, Balbino saiu para a entrada de Ancheta. Aos 30, o árbitro marcou um toque de mão MUITO mandrake na meia-lua da área do Grêmio (Paulo Miranda estava de costas). Na cobrança, a bola desviou na defesa e o Zequinha abriu o placar. Aos 32, Ancheta quase marca um golaço. Aos 33, após jogada forte de ataque pela direita, a bola foi cruzada e o Zequinha ampliou com Rafael Goiano, que recebeu em posição duvidosa (mas, como o árbitro só marca impedimento para o Grêmio, não foi nada). Aos 40, Lima saiu para a entrada de Dionathã.





Como jogaram:

Bruno Grassi: boas intervenções no primeiro tempo. Mas é muito azarado e chama gol com impressionante facilidade. Nota 4
Madson: deu uma melhorada, mas ainda carece de mais embocadura. Nota 5
Paulo Miranda: dá uma certa estabilidade na zaga, mas costuma dar umas pixotadas tristes. Nota 5
Mendonça: é guri, faz o que pode. Nota 5
Léo Gomes: apesar de ser lateral direito de origem, costuma se dar bem quando vai pela esquerda. Hoje foi razoável. Nota 6
Balbino: foi discreto, sem muito brilho. Saiu para a entrada de Ancheta. Nota 4
Jean Pyerre: atuou com mais liberdade, criando boas chances. Decaiu no segundo tempo. Saiu para a entrada de Isaque. Nota 5
Matheus Henrique: novamente, o destaque do time. E, ainda assim, não mostrou muito. Nota 7
Lima: quase fez um belo gol. Mas não conseguiu fazer muito mais do que isso. Saiu para a entrada de Dionathã. Nota 5
Pepê: até tentou alguns avanços, mas não conseguiu superar a defesa do Zequinha. Nota 4
Alisson: um bom primeiro tempo, com várias chegadas ao ataque, mas ainda sem muita efetividade. Nota 5

Isaque: entrou no lugar de Jean Pyerre. Não fez nada de muito diferente. Nota 4
Ancheta: entrou no lugar de Balbino. Manteve o feijão com arroz, pouco melhor que seu antecessor. Nota 5
Dionathã: entrou no lugar de Lima, na finaleira. Sem nota


César Bueno: é um mistério o que fala para os garotos no intervalo, pois o time sempre volta e afunda em campo, mesmo que tenha voado no primeiro tempo. Dizem que é bom técnico, mas a amostragem é catastrófica. E nem falamos aqui de resultado, e sim de desempenho. Não vou nem dar nota pra não ficar chato.

Arbitragem: o apitador foi Érico Andrade, auxiliado por Leirson Peng Martins e Andreza Vanni Mocelin. O tal de Érico é muito ruim ou mal intencionado. Não fez a parada técnica para hidratação dos atletas durante o primeiro tempo. E olha que o calor estava de desmaiar o batista. Jogador do Zequinha recuou bola para o goleiro e ele nada marcou. Jogador do Zequinha estava claramente impedido e ele nada marcou, deixando a jogada seguir e a bola ser cruzada. Teve atleta do Grêmio com camisa sendo puxada e nem cartão foi aplicado. No segundo tempo, deu cartão amarelo para Balbino em um lance que nem falta foi. Até agora, a pior arbitragem do ruralito.

O time de transição é isso aí mesmo. Serve para revelar alguns bons talentos que podem ser aproveitados no time principal. E, sob este aspecto, cumpriu seu objetivo. Mas, sob o aspecto competitivo, deu para ver que César Bueno não conseguiu treinar bem as peças de que dispõe. E Bruno Grassi é um fenômeno, pois tem uma média de gols tomados que deve estar entre as maiores do futebol mundial. Na próxima rodada o time titular deve voltar. E aí as coisas tendem a retomar seu rumo normal.

Saudações Imortais