21 de novembro de 2017

Até a pé nós iremos para o que der e vier

Estive em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul de quarta-feira a domingo.
Meio sem vontade fui ver Grêmio x São Paulo.
Me surpreendi com as 22 mil pessoas presentes. Grande público se lembrarmos que o estado todo respira Libertadores. Os gremistas então não pensam em mais nada.
Amanhã volto para o sul. Pego meu ingresso e vou comer um churrasco na Braseiro. Depois até a pé iremos para o que der e vier.
Dez longos anos nos separam da última final. Tempo até menor do espaço entre a final de 1984 e a de 1995. Mas mesmo assim longo. Demasiado se formos pensar na grandeza deste clube e no amor de sua torcida.
Muita coisa rolou. Deixamos o Olímpico por um palácio. O melhor do Brasil. Sofremos anos e anos sem títulos expressivos. Estivemos próximos da falência.
Mas como diz o Mosqueteiro: " O GRÊMIO É FORTE! O GRÊMIO É GRANDE!"
Tão grande que um canal de tv inexpressivo cheio de paulistanos recalcados tentou nos desestabilizar na véspera da decisão com uma história tão absurda e inverossímel quanto ridícula. Não conseguiu. Ninguém entrou na pilha. Direção ficou distante e Renato deu um relhaço ao vivo e a cores.
Venceremos? Não sei. São 180 minutos contra um time grande de um clube pequeno. Só um grande time vira dois placares adversos contra o San Lorenzo e contra o River Plate.
O time do Grêmio terá de ser grande também. Responder à altura o que encontrar pela frente.
E pelo que vi, temos sim, toda a condição de nos impor.
Temos um time treinado e resoluto. Mas mais importante, temos homens defendendo nossas cores.
Contra o São Paulo vendo uns chutes tortos do Edilson comentei com o Matador, que me escutava atento para aprender: "o Edilson é dispersivo geralmente mas em decisão é um monstro. Tem uma determinação e um foco que não se vê normalmente em jogadores."
Mas temos mais: temos Grohe, Geromito, Kannemann, Cortez, Arthur, Jaílson (Michel), ou Michel (Jaílson), Luan, Ramiro, o Ramirinho tão criticado tempos atrás, Barrios, Fernandinho. Pode ser o Everton. Pode ser qualquer outro. Não importa.
De repente o Jael entra e desencanta. Vai saber.
Não é hora de dizer eu queria este ou aquele. É hora de apoiar e de acreditar que cada um deles fará o melhor que puder para honrar esta camisa gloriosa.
E usar de tudo para ajudá-los. Até drones se for preciso, para desespero de um monte de arigós ridículos e desesperados.
É hora de tudo e de muito pouco.
Talvez apenas de gritar:

VAMOS VAMOS GRÊMIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!

20 de novembro de 2017

Análise de jogadores do Lanús e a seleção da final... sem drone!

Análise, jogador a jogador do Lanús! 
Fiz análise ao longo da última semana no meu Twitter @mwgremio, com fotos e análise mais completa. Aqui posto somente os pontos fortes e fracos para melhor visualização de todos!


ANDRADA (goleiro, nº 28)
Pontos fortes:
• jogo com pés, mtas vezes é um líbero. Atenção de Luan e Barrios.
• bola aérea, alto e boa envergadura

Pontos fracos:
• segurança. Rebate muitas bolas como nos dois gols do River

GÓMEZ (lateral direito, nº 4)
Pontos fortes:
• grande capacidade física, c força e velocidade na defesa e ataque
• boa leitura de jogo, dá ritmo
• inverte mto na diagonal c meias e atacantes

Pontos fracos:
• tem amarelo, pode se preocupar no 1 jogo

Rolando GARCIA Guerreño (zagueiro pela direita, nº 23)
Pontos fortes:
• força física
• mais habilidade que seu companheiro de zaga Braghieri (mas não muito mais)

Pontos fracos:
• lento
• sem saída de bola (toques laterais)
• faz muitas faltas

Diego BRAGHIERI (zagueiro pela esquerda, nº 6)
 Pontos fortes:
• força física
• bola aérea

Pontos fracos:
• lento
• sem mobilidade (cintura dura)
• faz mtas faltas • está pendurado
• junto c outro zagueiro Garcia Guerreño ponto fraco do time

Maxi VELAZQUEZ (lateral esquerdo, capitão, nº 3)
Pontos fortes:
• marcação (fica mais para Gomez (LD) sair e Pasquini e Acosta terem liberdade na esq
• visão tática
• liderança

 Pontos fracos:
• habilidade (qd ataca faz o simples, mas faz bem)

Iván MARCONE (volante, nº 30)
Ponto fortes:
• marcação (cão de guarda da defesa)
• passes (joga entre zagueiros para saída de bola)
• visão de jogo (antecipação)

Pontos fracos:
• muitas faltas
• pendurado (pode se preocupar para jogo de volta)

Roman MARTINEZ (meia direita, n° 10)
Pontos fortes:
• passes
• lançamentos/inversão de jogo
• obediência tática (inversões, pode ser extrema, interior, recomposição)

Pontos fracos:
• marcação
• faltas cometidas
• está pendurado

Nicolás PASQUINI (meia esquerda, n° 21)
Pontos fortes:
• cruzamentos (era lateral esquerdo até ano passado)
• bola parada
• passes

Pontos fracos:
• disputa aérea
• força física

ALEJANDRO SILVA (ponta/extrema direita, n° 16)
Pontos fortes:
• habilidade
• assistências
• velocidade
• posicionamento

Pontos fracos:
• marcação

Lautaro ACOSTA (ponta/extrema esquerda n° 7)
 Pontos fortes:
• habilidade/drible
• velocidade
• tabelas
• liderança (até mesmo com árbitros)

Pontos fracos:
• bola aérea
• marcação

José SAND (centroavante, n° 9)
Pontos fortes:
• finalização
• pivô
• passes curtos

Pontos fracos:
• habilidade
• recomposição

Com isso fiz uma comparação de jogador por jogador do Grêmio. Utilizei uma escala de 1 - 5, onde 1 é mais fraco, que tal?

GOLEIRO:
GROHE 4 X 3 ANDRADA

LATERAL DIREITO:
EDILSON 3 X 4 GÓMEZ 

ZAGUEIRO PELA DIREITA:
GEROMEL 5 X 2 GARCIA

ZAGUEIRO PELA ESQUERDA:
KANNEMANN 4 X 1 BRAGHIERI

LATERAL ESQUERDO:
CORTEZ 2 X 3 VELAZQUEZ

VOLANTE:
JAÍLSON/MICHEL 2 X 4 MARCONE

SEGUNDO VOLANTE:
ARTHUR 5 X 3 PASQUINI

MEIA:
LUAN 5 X 3 MARTINEZ

EXTREMA DIREITA:
RAMIRO 3 X 4 ALEJANDRO SILVA 

EXTREMA ESQUERDA: 
FERNANDINHO 2 X 5 ACOSTA

CENTROAVANTE:
BARRIOS 3 X 4 SAND

TIME DA FINAL:
GROHE; GÓMEZ, GEROMEL, KANNEMANN e VELAZQUEZ; MARCONE, ARTHUR, ALEJANDRO SILVA, LUAN e ACOSTA; SAND.

TOTAL PONTOS GRÊMIO: 38
TOTAL PONTOS LANÚS: 36

Conheces teu inimigo e conhece-te a ti mesmo; se tiveres cem combates a travar, cem vezes serás vitorioso. Se ignoras teu inimigo e conheces a ti mesmo, tuas chances de perder e de ganhar serão idênticas. Se ignoras ao mesmo tempo teu inimigo e a ti mesmo, só contarás teus combates por tuas derrotas.
Sun Tzu.




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Avalanche Tricolor: os “Heróis de 1977” voltam a campo!

Por Milton Jung

Santos 1×0 Grêmio
Brasileiro – Vila Belmiro/Santos-SP

 
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O gol do título de 1977 em foto de Armênio Abascal Meireles
  
Havia futebol no fim de semana. E quase todos os jogos estavam marcados para domingo porque o Campeonato está na reta final. Verdade seja dita: pra maioria de nós já terminou. O que esperávamos levar no Brasileiro já levamos. Daqui pra frente é envergar nossa camisa tricolor e chegar até a última rodada com dignidade e com a força que tivermos à disposição – se ficarmos com o vice campeonato, melhor, pois assim embolsaremos alguns milhões a mais. Claro que insisto em querer ganhar cada partida que disputamos e me irrito com a falta de gols quando esses não aparecem, mas enxergo com clareza a dimensão de cada momento. E nosso momento hoje é outro, distante do Brasileiro.
 
Além de futebol, havia um feriado estendido aqui em São Paulo, que se iniciou no sábado e se encerra nesta segunda-feira quando é comemorado o Dia da Consciência Negra. Aproveitei esses três dias, quatro se contar a sexta-feira, para ler um livro que comprei no feriado anterior, no Dia da República.
 
Estive em Porto Alegre e visitei a Feira do Livro por razão já suficientemente explorada nesta Avalanche. Lá o professor Paulo Ledur, ao me levar até a banca da AGE, editora que ele mantém como um competente militante da literatura, apresentou-me “Heróis de 77 – a história do maior campeonato gaúcho de todos os tempos”, escrito pelo gremistão Daniel Sperb Rubin. Dito isso, você, caro e raro leitor desta Avalanche, começa a entender porque escolhi para ilustrar este texto a imagem eternizada pelo fotógrafo Armênio Abascal Meireles, que morreu precocemente em um acidente de carro.

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Rubin foi minucioso ao contar a história daquele título regional que transformou nossa história. Pesquisou em jornais e revistas, leu cada reportagem e crônica esportiva produzida na época. Vasculhou sua memória e a de dezenas de outras testemunhas daquele feito. E como todo gremista que se preza pintou cada momento de azul, preto e branco.

 O “Gaúcho de 1977” foi o primeiro título que ganhei como gremista. Ao menos o primeiro que participei como tal. Antes dele, havíamos vencido em 1968, mas eu tinha apenas cinco anos. Curiosamente, a primeira lembrança que tenho relacionada a futebol é de um ano depois, em 1969, quando meu pai protagonizou uma cena que foi definitiva para minha paixão pelo Grêmio – sobre essa, porém, falaremos em outra oportunidade se assim você quiser, caro e raro leitor.
 
Vínhamos de uma sequência de oito campeonatos perdidos, de uma descrença que já começava a marcar nossa alma. Vencer era preciso, contra tudo e contra todos, como nos lembra cada capítulo do livro de Rubin. A medida que folheava “Heróis de 77” fui relembrando de lances que assisti ao vivo, dos jogadores que admirava, das polêmicas que marcaram aquela conquista, dos pênaltis não sinalizados e dos clássicos disputados na bola e na porrada.
 
Eu estava no Olímpico, sentado ao lado de meu pai, nas cadeiras azuis e de ferro frio que formavam o anel superior do estádio, naquele diz 25 de setembro de 1977. Rubin estava como o pai dele no anel de baixo, onde ficava a social do Grêmio. Por coincidência, sentamos do lado esquerdo das cabines de rádio, ao lado da goleira em que André Catimba marcou o gol do título e protagonizou o salto “imortal” registrado por Armênio. Como se sabe, André não completou a comemoração, sentiu uma lesão e caiu ou caiu e sentiu uma lesão. Teve de ser substituído por Alcindo, mas conquistara para sempre lugar entre os titulares do nosso coração.

 Diante da conquista do Mundial, das Libertadores já comemoradas, dos Brasileiros vencidos e das Copas do Brasil enfileiradas, pode causar estranheza para você, caro e raro leitor, um autor dedicar 285 páginas de um livro para o “Gaúcho de 1977”. Assim como pode parecer distante as façanhas de 40 anos atrás para ilustrarem essa última Avalanche antes da final da Libertadores de 2017, que se inicia na quarta, dia 22 de novembro.
 
Saiba, porém, que, como o próprio Rubin muito bem descreve na introdução do livro, não haveria Mundial, Libertadores, Brasileiros e Copas do Brasil não houvesse aqueles “Heróis de 77”: “… foi um divisor de águas, que forjou a personalidade do clube a ferro e fogo, lançando-o para o futuro cheio de glórias, conquistas e façanhas quase impossíveis”.
 
Só se tornou possível Marcelo Grohe, Edílson, Geromel, Kannemann e Cortez; Jailson, Arthur, Ramiro; Luan, Fernandinho e Barrios entrarem em campo, nesta quarta-feira, na Arena Grêmio, para buscar o Tri da Libertadores, porque existiram Walter Corbo, Eurico, Oberdan, Anchieta, Ladinho; Vitor Hugo, Iura e Tadeu Ricci; Tarciso, André e Éder.
 
Vai ser muito bom ver todos aqueles “Heróis de 77” em busca de mais uma façanha!

19 de novembro de 2017

Daniel Matador - Quem se importa com o Brasileirão?

Santos 1 x 0 Grêmio

Copete acabou marcando o gol do Santos na Vila Belmiro.

Caros

Estive na Arena na última rodada do Brasileirão, onde assisti o jogo junto com o Seu Algoz. Apesar do time quase titular, ali já notava-se a postura do time: ritmo de treino, apesar da vitória que acabou vindo. Contra o Santos, aí a coisa foi escancarada, como não poderia deixar de ser. O time foi todo alternativo, incluindo o técnico. César Bueno, que comanda o time de transição, foi o escolhido para comandar a equipe na Vila Belmiro. O time titular, junto com Renato e muitos reservas imediatos, ficou em Porto Alegre, preparando-se para o grande confronto do ano até o momento. Porque só ela interessa: a final da Taça Libertadores da América. E o embate contra o Peixe só serviu mesmo para cumprir tabela.

1º Tempo: Santos 1 x 0 Grêmio

A partida começou com chuva e pouca inspiração por parte de ambos os times. Aos 8 minutos, após cobrança de escanteio, Victor Ferraz pegou um chute na veia de fora da área. A bola desviou, mas Paulo Victor fez uma grande defesa. Aos 15, excelente jogada de Machado, que roubou a bola, avançou e chutou de longe, com o goleiro Vanderlei defendendo e mandando para escanteio. Aos 17, o ataque do Grêmio envolveu toda a defesa santista e Patrick chutou, mas o goleiro Vanderlei fez um milagre. Aos 21, outra boa defesa de Paulo Victor, impedindo a interceptação da bola após um lançamento pela esquerda.

Aos 30, Dionathã emendou um belo chute colocado de longe e a bola bateu na trave, indo para fora, no lance que seria um golaço! Só que, aos 32, num contra-ataque, Copete avançou e chutou na saída de Paulo Victor, abrindo o placar. Aos 37, Bruno Henrique cabeceou e perdeu um gol quase feito. Aos 44, Ricardo Oliveira cabeceou e Paulo Victor defendeu novamente. Defesa que rendeu até mesmo um cumprimento por parte do centroavante ao arqueiro tricolor. E mais não teve na primeira etapa.





2º Tempo: Santos 0 x 0 Grêmio

Os times voltaram para a segunda etapa sem muita inspiração, repetindo o que foi o primeiro tempo. Aos 8 minutos, Bressan emendou um VOLEIO de fora da área, mas obviamente a bola foi na lua. Aos 10, Bruno Henrique meteu um CANUDO, que Paulo Victor defendeu bem. Só que o jogo seguia MODORRENTO, sem grandes lances de parte a parte. Aos 23, boa defesa de Paulo Victor em cobrança de falta frontal. Aos 30, Pepê entrou no lugar de Kaio. Em seguida, Jael foi agarrado na área e o apitador nada marcou. Aos 35, Dionathã saiu para a entrada de Lucas Poletto. O jogo seguiu amarrado e nada mais aconteceu, mesmo após os 4 minutos de acréscimo.





Como jogaram:

Paulo Victor: boas defesas, sem culpa no gol. Nota 6
Léo Gomes: surpreendentemente, fez dois bons lançamentos para Jael no primeiro tempo. No segundo tempo foi só regular. Nota 5
Thyere: não chegou a comprometer, apesar de também não ter feito uma partida soberba. Nota 5
Bressan: teve certa participação no gol santista. Apenas cercou o jogador, sem dar o bote. Nota 3
Conrado: ficou mais contido na defesa, liberando Léo Gomes para o ataque. Nota 4
Cristian: muito indolente e preguiçoso. Algo ruim, considerando que deveria mostrar serviço para pleitear vaga no time titular. Nota 4
Machado: parecia um veterano jogando, assumindo a responsabilidade em vários lances. Nota 6
Patrick: perdeu a melhor chance de gol no primeiro tempo. Afora isso, pouca participação. Nota 4
Kaio: impressionante ainda estar jogando. Deveria pensar em mudar de profissão. Saiu para a entrada de Pepê. Nota 2
Dionathã: boa movimentação no ataque, mas não conseguiu nada muito produtivo. Nota 4
Jael: recebeu ao menos dois bons cruzamentos para marcar, aparando ambos de cabeça. No primeiro, mandou a bola no ESCANTEIO. No segundo, mandou a bola na LATERAL! Nota 3

Pepê: entrou no lugar de Kaio, na finaleira. Sem nota
Lucas Poletto: entrou no lugar de Dionathã, no fim do jogo. Sem nota

César Bueno: foi chamado às pressas e não chegou nem a treinar o time. Mas poderia ter feito trocas mais cedo, principalmente considerando a natureza do jogo e a inoperância de alguns nomes. Nota 5

Arbitragem: o trio pernambucano era composto pelo apitador Péricles Bassols, auxiliado por Cleber Leite e Marcelino Nazaré. Jogador do Santos deu carrinho por trás e não levou cartão. Jael sofreu pênalti e ele não marcou. Bem ruinzinho.

Vamos falar sério: com o Corinthians campeão e a vaga para a Libertadores 2018 já assegurada na fase de grupos, ninguém estava mais dando bola para este jogo. Por mais que queiram insistir na questão da premiação para o segundo lugar, isso não cola. Todo mundo está com as atenções voltadas para quarta-feira e a grande final da Libertadores da América. O gremista respira Libertadores, dorme Libertadores, vive Libertadores. Nada mais importa. Agora todos os pensamentos estão voltados para quarta-feira na Arena.

Saudações Imortais

16 de novembro de 2017

Avalanche Tricolor: festa para o Campeão!

Por Milton Jung

Grêmio 1×0 São Paulo
Brasileiro – Arena Grêmio



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Fãs, admiradores, colegas e amigos na festa para o nosso Campeão!

Estou no caminho de volta a São Paulo, onde consta há um campeão brasileiro comemorando seu título. Daqui de onde saio, havia outra festa: a vitória na Arena garantiu a vaga na Libertadores do ano que vem, o que para quem é obcecado por esta competição não é coisa pouca. 

Assisti pouco da partida, especialmente do primeiro tempo quando saiu o gol, resultado de uma jogada da qual fez parte nosso setor defensivo: Edílson, Geromel e Kannemann, que empurrou a bola para dentro e marcou o único e necessário gol da partida.

Daqui pra frente, convenhamos, quem se importa com o Brasileiro: somos todos Libertadores!

Vi pouco do jogo na Arena, apesar de estar em Porto Alegre desde cedo, porque o feriado foi dedicado a outro campeão. Estivemos em família durante toda tarde e início da noite, na Feira do Livro de Porto Alegre, na praça da Alfândega, centro da cidade. Foi lá, no Pavilhão de Autógrafos, que meu pai recebeu seus amigos e admiradores ao lado da jornalista Katia Hoffman, autora do livro “Milton Ferretti Jung: Gol gol gol um grito inesquecível na voz do rádio”.

O livro, sobre o qual já escrevi neste blog, Katia conta várias passagens da vida do pai desde sua infância. Estão lá alguns acontecimentos da adolescência e pós-adolescência que levaram o editor, professor Paulo Ledur, a descrevê-lo como tendo sido um jovem transviado. Achei curioso, pois apesar de conhecer boa parte das artes feitas pelo pai, sempre contadas pela ótica dele, nunca as identifiquei desta maneira. Gostei de saber que o pai foi transviado, diminui a culpa de muitas das coisas que aprontei na minha juventude.

A versão mais conhecida dele – a de jornalista – também é relatada com detalhes interessantes.

Das transmissões de futebol, há histórias das viagens ao exterior, das trapalhadas que a precariedade técnica proporcionava aos profissionais da época, da paixão que sempre cultivou – e jamais escondeu – pelo Grêmio. Diante da insistência dos gestores da rádio Guaíba para que seguisse narrando futebol, em uma época em que já revelava cansaço da rotina esportiva, negociou com a emissora: só transmitiria jogos do Grêmio e no Olímpico. Proposta imediatamente aceita.

Do locutor de notícias, a autora destaca a maneira com que exigia dos redatores – dela inclusive – precisão no relato dos fatos e nas informações divulgadas. Os exageros na pronúncia de palavras estrangeiras, que chegaram a ser cobrados pelo então dono da Companhia Jornalística Caldas Junior, Breno Caldas. E o dia em que apesar de estar sofrendo um AVC, insistiu em ler o Correspondente até o fim. 

Na fila que se estendeu para fora da área coberta do pavilhão da Feira do Livro, encontramos outros pedaços e lembranças desses 60 anos dedicados ao rádio. Estiveram lá vários dos amigos que dividiam redação, estúdio e cabines de estádio de futebol com ele. Vozes que fizeram parte da minha infância, que visitavam minha casa presencialmente ou através do rádio. Como tive o prazer de compartilhar alguns momentos de minha carreira com o pai, nos amigos dele encontrei colegas de trabalho que foram importantes na minha formação.

Havia muitos amigos e muitos fãs, também. Ouvintes que faziam questão de lembrar alguma passagem ainda viva na memória. Um gol inesquecível descrito pelo voz do pai. Uma notícia que marcou. E todos queriam uma foto para eternizar aquele instante. Alguns vestindo a camisa do Grêmio.

Para cada um deles, o pai dedicou um olhar, um sorriso e uma assinatura, sempre sob supervisão da Katia, que carinhosamente cuidou dele nas muitas horas dedicadas a sessão de autógrafo. Nós, os filhos, netos, noras, assistimos a tudo de perto, orgulhosos. Emocionados. Frequentemente o pai nos procurava com os olhos como se quisesse entender por que tantas pessoas, por que tanto carinho …

Porque, pai, você é um Campeão!

Grêmio 1 x 0 São Paulo

Por motivo de força maior não foi possível postar o pós jogo de ontem.
Pedimos a compreensão dos leitores e agradecemos desde já.

O Grêmio fez uma boa apresentação diante do São Paulo. Marcelo Grohe, mais uma vez, mostrou que talvez seja o melhor goleiro brasileiro em atividade no Brasil.
Kannemann não deixou barato e jogou muito.
A equipe principal mostrou que está pronta para a grande decisão da Libertadores diante do argentino Lanús.

A partir de agora , contagem regressiva para o primeiro jogo na Arena que vai ferver com a sua lotação completa.

Dá-lhe, Tricolor!!!!!!!!!!!!!!!!!



13 de novembro de 2017

Um livro para o pai: que baita orgulho!

13 DE NOVEMBRO DE 2017



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“Nunca pensei em ter um livro meu”, disse-me com a voz baixa, que revela a idade, e um leve sorriso no rosto, que transmitia uma mistura de orgulho e falta de jeito. Tudo isso veio acompanhado das sobrancelhas levantadas, uma de suas marcas mais expressivas. Estávamos no sofá da sala da casa onde o pai foi meu pai quase desde os primeiros anos de vida, na Saldanha Marinho, pertinho do antigo estádio Olímpico, no bairro do Menino Deus, em Porto Alegre, quando ele recebeu das mãos do Christian e da Jacque, meus irmãos, um exemplar do livro escrito pela jornalista Katia Hoffman: “Milton Ferretti Jung: gol, gol, gol, um grito inesquecível na voz do rádio” (editora AGE), que será lançado nesta quarta-feira, 17h30, na Feira do Livro.
  
O pai sempre me deu a impressão de que não tinha certeza da dimensão dele para seu público, seja os que acompanhavam estáticos diante do rádio as últimas notícias do Correspondente Renner seja os que vibravam com as emoções transmitidas por ele nas partidas de futebol. Andei muito ao lado dele, especialmente pelo interior do Rio Grande do Sul, e via como as pessoas o admiravam. Eu ficava inchado de orgulho. Ele continuava a construir sua obra. Ao contrário de muitos de seus colegas que faziam sucesso nos tempos áureos da rádio Guaíba, não se considerava artista, celebridade ou estrela. Era um operário do microfone, ao qual dedicou quase 60 anos de sua vida.
  
A Katia, autora do livro, assim como muitos de nossos colegas de profissão e o público dele, ainda bem, sempre souberam reconhecer o talento incrível com que o pai reproduzia os fatos da vida e da bola, com uma voz que acompanhava a importância de cada momento e com uma precisão que não nos deixava dúvida sobre o que falava e pensava. Graças a Kátia, que foi colega do pai por 26 anos, na Guaíba, parte desta história está agora contada em livro.

Li com emoção e carinho a primeira prova que me foi enviada pela autora. Pouca coisa mudou do texto original. Minha emoção e meu carinho, principalmente. Olho para a capa, folheio uma história, leio outras, relembro de alguns instantes vividos ao lado dele, e tendo a me emocionar.

Nesta quarta-feira, dia 15 de novembro, quando o livro estará em festa, na praça da Alfândega, em Porto Alegre, na mais simpática feira dedicada a literatura que tenho conhecimento, terei muito a me emocionar. Ver a Kátia, meus irmãos, os netos e os muitos amigos e fãs reunidos, ao lado do pai, no Pavilhão de Autógrafos, para homenageá-lo será a melhor resposta para aquela indagação feita por ele lá na Saldanha, semana passada, quando estivemos juntos.
  
Sim, pai, este é um livro só seu. Só sobre você. Você e seus admiradores.
  
Que baita orgulho!
  

O livro já está à venda, no site da editora AGE: é só clicar aqui

12 de novembro de 2017

Daniel Matador - Aquele empatezinho modorrento

Grêmio 1 x 1 Vitória

Fernandinho marcou o gol tricolor em Caxias do Sul.

Caros

Depois de uma convincente e maiúscula vitória frente ao Flamengo na última rodada, Renato pôs novamente o time titular (com algumas preservações) para manter o ritmo neste domingo. Pelo fato de não haver tempo hábil para a desmontagem da estrutura do show do Coldplay, que ocorreu na Arena ontem, o jogo acabou ocorrendo em Caxias do Sul, no Alfredo Jaconi. Boa oportunidade para os torcedores da serra gaúcha, que aproveitaram a presença do tricolor na cidade para lotar o estádio. O Grêmio é o grande show do RS, seja na capital, seja no interior.

A equipe que entrou em campo foi quase a titular, com exceção do gol, onde Paulo Victor substituiu Grohe, que apresentou um desconforto na coluna. Com Edilson fora, Léo Moura assumiu naturalmente a lateral direita. E com Cortez e Marcelo Oliveira lesionados, Léo Gomes acabou sendo improvisado por ali. E a última preservação foi Michel, que também foi naturalmente substituído por Jaílson, que tem apresentado performance mais segura nos últimos jogos.

1º Tempo: Grêmio 1 x 1 Vitória

Aos 6 minutos, a primeira boa chegada do time, com um cruzamento de Ramiro pela direita que foi rebatido pela zaga. Aos 12, Jaílson recebeu e emendou um CANUDO de direita, de fora da área, com a bola passando perto da trave direita do arqueiro do time baiano. Aos 13, em rebote após escanteio, chute forte de Zé Welison, que acabou resvalando na defesa e saiu pela linha de fundo. Na sequência, outro chute para boa defesa de Paulo Victor. Aos 16, ataque do vitória pelo lado direito invadiu a área e a bola sobrou para Patric, que chutou cruzado na saída de Paulo Victor para abrir o placar.

Aos 20, Léo Gomes fez grande jogada e cruzou para Fernandinho empatar! Aos 23, foi a vez de Luan tentar de longe, mas a bola subiu muito. Aos 25, Ramiro entrou na onde e também emendou um PETARDO de longe, com o goleiro defendendo a bola que ia no ângulo! Durante uns 10 minutos a partida deu uma amornada, sem grandes lances. Aos 42, bola alçada na área tricolor levou perigo, mas a zaga afastou. Aos 43, após cobrança de escanteio, Barrios tentou escorar, mas a bola já estava saindo pela linha de fundo. Aos 45, quase gol do Vitória, com Paulo Victor fechando o ângulo e a bola passando muito perto. Aos 48, Luan CHAPELOU o marcador e chutou para defesa plástica do goleiro do Vitória. E a primeira etapa terminou assim.





2º Tempo: Grêmio 0 x 0 Vitória

O time voltou para a segunda etapa sem alterações na escalação. Aos 4 minutos, em contra-ataque, Trellez recebeu, cortou e chutou, mas a bola subiu demais. Aos 9, Luan cruzou para Fernandinho, que quase marcou novamente de cabeça. Aos 13, Fellipe Souto deu carrinho em Ramiro, levou o segundo amarelo e foi expulso. No minuto seguinte, Barrios recebeu cruzamento de Ramiro e escorou, perdendo um gol incrível! Aos 15, Léo Gomes chutou mascado e o goleiro defendeu. Aos 18, Léo Moura cruzou rasteiro para Luan, que marcou, mas a arbitragem assinalou impedimento. Aos 20, Luan chutou de fora da área e por muito pouco a bola não entrou.

Aos 21, Léo Gomes saiu para a entrada de Everton. Aos 30, Jaílson saiu para a entrada de Jael, o Cruel. Aos 37, em grande jogada de Jael, Luan quase marcou. O jogo ficou à feição do tricolor, que avançava quase sempre em blitz. Aos 44, Patrick entrou no lugar de Fernandinho. Aos 45, um susto: em contra-ataque, o Vitória marcou, porém o auxiliar anotou o impedimento. E mais não ocorreu, com o Vitória arrancando um bom empatezinho jogando fora de casa.





Como jogaram:

Paulo Victor: é um goleiro seguro. Sem grande culpa no gol. Nota 5
Léo Moura: deu conta da lateral, como de costume. Nota 6
Geromel: soberbo, como sempre. Deu até chapéu nos atacantes. Nota 7
Kannemann: firme como o cão de guarda que é. Nota 7
Léo Gomes: com certeza foi sua melhor partida com a camisa do clube. Fez o cruzamento para o gol de Fernandinho. Saiu para a entrada de Everton. Nota 6
Jaílson: foi bem, contendo o meio de campo. Saiu para a entrada de Jael. Nota 6
Arthur: bem mais contido hoje. Nota 5
Ramiro: bom ímpeto, sempre tentando apresentar-se para o jogo. Nota 7
Luan: nota-se que está recuperando seu ritmo após o tempo de parada. Nota 6
Fernandinho: boa partida, com avanços e presença no ataque. Marcou o gol que abriu o placar. Nota 7
Barrios: meio apagado hoje. Até teve chance de marcar, mas não conseguiu. Nota 4

Renato Portaluppi: fez uma certa maçaroca no time hoje. Nota 5

Everton: entrou no lugar de Léo Gomes. Praticamente nem tocou na bola. Nota 4
Jael: entrou no lugar de Jaílson, na finaleira. Sem nota
Patrick: entrou no lugar de Fernandinho, quase nos acréscimos. Sem nota.


Arbitragem: o trio paulista foi formado pelo apitador Marcelo Aparecido R. de Souza, auxiliado por Anderson José de Moraes Coelho e Bruno Salgado Rizo. O gol do Vitória foi impedido, porém o lance era bem complicado. Se houvesse árbitro de vídeo, talvez ele fosse invalidado. Deu algumas rateadas e inverteu várias faltas.

Não adianta, o pensamento do grupo está somente nas finais da Libertadores da América. Por mais que muitos queiram dedicação intensa aos jogos do Campeonato Brasileiro, isso não ocorrerá. O Vitória é um dos visitantes mais indigestos deste campeonato, apesar de ter faltado competência para o time de Renato ter vencido. Mas não adianta, os próximos jogos servirão somente para o cumprimento da tabela e para a manutenção do ritmo. Só a América interessa.

Saudações Imortais

9 de novembro de 2017

Avalanche Tricolor: haja paciência!

Por Milton Jung

Meu Deus do Céu! A coisa tá pior do que eu imaginava. A ansiedade tá matando com minha razão e me levando ao delírio. Se ontem foi dia 8 de novembro e as finais serão dias 22 e 29 de novembro, evidentemente que faltavam 14 dias e não 7 como este escriba registrou na Avalanche publicada logo após a partida da Ponte Preta. Como tenho caros, raros e bons leitores, foram eles, Nelson Zambrano e Moacir Carvalho, quem me alertaram para o absurdo da minha matemática. Diante dos fatos, além de agradecer o carinho deles e pedir desculpas, resta me internar até lá ou buscar ajuda para controlar a ansiedade da final. Vou até ali e já volto, gente ….(publicado em 9 de novembro)


Ponte Preta 0x1 Grêmio
Brasileiro – Moisés Lucarelli/Campinas-SP


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Foto de arquivo
  
1, 2, 3, 4, 5, 6, … 7 (e mais 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14) dias ainda nos faltam até o início da decisão da Libertadores. Somente daqui uma duas semana, o Grêmio que queremos ver, voluntarioso, preciso, veloz e sufocante estará em campo. Aquele Grêmio que nos capacitou a ser o melhor time brasileiro na competição e um dos mais encantadores da temporada, na visão dos próprios críticos. Um time que é capaz de manter uma fortaleza na defesa sem abrir mão do jogo ofensivo. Firme na marcação e talentoso no ataque.

 A espera para que esse momento se realize exige paciência de cada um dos seus torcedores. E de seus jogadores, também. Já escrevi sobre isto no domingo, após a vitória incontestável na Arena Grêmio. Não seria diferente depois do jogo desta noite, em Campinas, de onde também saímos com uma vitória, apesar de neste caso não se aplicar o mesmo adjetivo. Houve muita contestação por parte do adversário: Marcelo Grohe que o diga. O nível de exigência foi impressionante. E a performance de nosso goleiro, inquestionável.

Na partida desta quarta-feira, fomos apenas o esboço daquele time ideal. Nem poderia ser diferente, haja vista a escalação que Renato levou a campo. Sei que poderíamos esperar um pouco mais, afinal tinha gente ali com capacidade de se apresentar melhor. Agora confesso a você, quando comecei a perceber a força com que o adversário entrava em cada jogada, principalmente após o lance sobre Ramiro, que resultou na expulsão, já estava achando melhor terminar a partida por ali mesmo. Perder um jogador a esta altura da temporada é de tirar a tranquilidade de qualquer um. Imagine o que se passava na cabeça desses jogadores.

 De positivo, ficou a capacidade de resistência do time e a agilidade de Grohe, diante de um adversário que se lançou de forma desesperada para o ataque. Na partida anterior já havíamos sido suficientemente maduros para buscar a vitória mesmo saindo atrás no placar. E esses serão fatores que podem desequilibrar a decisão da Libertadores a nosso favor se assim formos exigidos.

No fim de semana ainda teremos mais um jogo pelo Campeonato Brasileiro. Lá estarão nossos jogadores, sendo cobrados porque vestem a camisa do tricolor e porque a expectativa em torno do Grêmio é sempre grande. A vitória é sempre uma demanda. Mas tudo bem, porque agora só é preciso um pouco mais de paciência. A final está logo ali … pensando bem, ainda faltam 7 14 dias, não é mesmo? 

Haja paciência!

8 de novembro de 2017

Com muitos sustos mas garantindo o G4

Ponte Preta 0 x 1 Grêmio

Primeiro tempo: 0 x 0


Renato mandou um mistão a campo. De surpresa Everton iniciou jogando.
Antes do segundo minuto ataque perigoso dos campineiros e Grohe fez boa defesa em chute de cima.
E no twitter um alerta:
O tricolor chegou pela primeira vez aos 5 minutos em cruzada tosca do Léo Moura para fora. O desentrosamento do time era evidente, especialmente na articulação do meio de campo.
Aos 10:47 minutos boa jogada de ataque mas o Everton chutou acossado pelo zagueiro por cima do gol.
Jael perdeu um gol aos 14:30 minutos em cobrança de escanteio. Ele cabeceou para baixo mas a bola quicou e saiu por cima do travessão.
Aos 18 minutos, um ex-mazembado tentou assassinar Ramiro e acabou sumariamente expulso. Até o Meira Ricci não pode ignorar a agressão.
Aos 27 minutos Everton entrou pela esquerda e bateu forte para o goleiro inominável fazer boa defesa.
Logo depois outro zagueiro deu uma chegada forte no Léo Moura e não levou nem amarelo.
O jogo continuava igual. O Grêmio sem nenhuma inspiração na frente e o time da casa indeciso entre atacar ou defender por conta de ter um a menos.
Aos 41 minutos cruzada perigosa que Grohe teve de mandar para escanteio.
O primeiro tempo terminou com o adversário em cima, com direito a bola na trave em cobrança de escanteio aos 45 minutos.
.....

Um jogo muito chato e desinteressante. Tão chato que a maioria da torcida passou mais tempo tuitando do que olhando o jogo.
Quatro volantes não funciona quando o time precisa atacar. E foi o que aconteceu depois que o jogador campinense foi expulso.
Segundo tempo: 0 x 1

O mesmo time voltou para o segundo tempo. E, por óbvio, o jogo não mudou.
Aos 3 minutos o tricolor escapou de levar o primeiro duas vezes no mesmo lance. Mas o Grêmio tem Grohe no gol. E respondeu à altura: Jael deu um grande passe para Léo Moura que cruzou para Ramiro que entrava pela esquerda. O baixinho ganhou do zagueiro e cabeceou para o fundo do gol.
Os dois lances abaixo:

O gol aumentou ainda mais o nervosismo do adversário e com isto as entradas desleais sobre os jogadores do Grêmio.
Renato tirou Jael e colocou Beto da Silva aos 18 minutos.
E os arigós batiam à vontade.
Mesmo com um a mais e com 1 x 0 à favor, o Grêmio não conseguia criar para matar o jogo.
Aos 25 minutos Everton entrou pela esquerda e bateu muito forte, mas por cima.
Grohe fez outra grande defesa em cobrança de falta aos 28 minutos.
E fez outra grande defesa logo depois. 
E outra aos 31 minutos. E mais uma na cobrança do escanteio.
Quatro grandes defesas em 3 minutos.
Logo depois Beto da Silva sentiu a virilha e pediu para sair.
A pressão dos donos da casa era intensa.
Aos 37 minutos Bressan salvou um gol quando até o Marcelo Grohe estava batido. A jogada começou com falha grotesca de Marcelo Oliveira que escorregou.
E Grohe tirou uma cabeçada com os olhos aos 44 minutos. 
E fez outra grande defesa aos 46 minutos.
E o jogo foi escoando para uma vitória bem sofrida.

.....

O jogo que praticamente garantiu o Grêmio no G4. Faltando 5 jogos o tricolor manteve a distância de 6 pontos para o Botafogo. Mais uma vitória obriga os cariocas a ganhar todas as suas partidas até o final.

Como jogaram:


Marcelo Grohe: Pouco trabalho no primeiro tempo. Iniciou o segundo tempo fazendo duas defesas monumentais. E depois mais outras muitas. Quando não conseguiu salvar teve sorte. Nota 10
Léo Moura:
 Pouco produziu na frente no primeiro tempo. Fez o cruzamento para o gol de Ramiro. Nota 6
Bressan: Abusou de rebater bola e tentar ligação direta para o ataque no primeiro tempo. Mas no segundo tempo foi muito bem, salvando várias jogadas. Nota 8
Rafael Thyere:
 Discreto e seguroNota 7

Marcelo Oliveira: Teve trabalho pois a maioria dos ataques do adversário era pelo seu ladoNota 4
Michel: Displicente. Provavelmente de olho na LibertadoresNota 5
Cristian:
 Muito fora de ritmoNota 4
Ramiro: Muita movimentação e um gol improvável. De cabeça na pequena área. Nota 7.
Jailson: Não repetiu partidas anteriores. Marcou bem mas errou muitos passes. Aliás uma ingormação: Jailson pediu para treinar na semana passada quando os jogadores ganharam dois dias de folga
Nota 5

Everton: Também não jogou tanto quanto joga quando entra com a partida em andamento. Mas foi bemNota 7
Jael: Muito esforço e um grande passe que iniciou o gol de Ramiro. Mas de novo não fez golNota  6
.....

Beto da Silva (Jael):
 Entrou, jogou 15 minutos, sentiu lesão, de novo e saiu
. sem Nota 

Fernandinho (Jaílson): Não entrou bemNota 5
Leonardo (Beto da Silva): Entrou para sofrer dentro de campo. sem Nota

Renato Portaluppi: Não deu sorte nas mexidas
Nota 6

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Arbitragem: Sandro Meira Ricci, Kleber Gil e Neuza Back (SC - Surpreendentemente não errou nada contra o Grêmio.
Nota 5 pelo passado.